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Milei chega à reta final do mandato com avanços na agenda econômica

Corte de gastos, apoio internacional e melhora nos indicadores marcam a política de “motosserra” do presidente argentino

Por Redação com agências 30/01/2026 09h09
Milei chega à reta final do mandato com avanços na agenda econômica
Javier Milei - Foto: Reprodução

Javier Milei entrou na metade final de seu governo apresentando resultados concretos em parte de sua agenda econômica. Empossado em dezembro de 2023, o presidente argentino chegou à Casa Rosada com a promessa de reduzir drasticamente os gastos públicos, enxugar o Estado e combater a chamada “casta política”, apostando em disciplina fiscal para controlar a inflação e estabilizar o câmbio.

Após dois anos de gestão, economistas ouvidos por veículos especializados reconhecem avanços relevantes em frentes estratégicas da economia. O governo também conquistou respaldo de instituições financeiras internacionais. Em abril de 2025, o Banco Mundial anunciou um pacote de apoio de US$ 12 bilhões para a Argentina e, em setembro, confirmou mais US$ 4 bilhões adicionais. Na ocasião, a instituição afirmou ter “forte confiança” nos esforços do país para modernizar a economia, atrair investimentos e gerar empregos.

Especialistas apontam que o foco no ajuste fiscal foi central para os resultados. Segundo Otaviano Canuto, ex-vice-presidente do Banco Mundial e ex-diretor executivo do FMI, a inflação argentina estava diretamente ligada aos déficits crônicos, e a credibilidade da moeda dependia de maior disciplina fiscal — diagnóstico adotado pela atual gestão.

Como reflexo desse cenário, indicadores de crédito e o risco-país da Argentina apresentaram melhora, elevando as expectativas de retorno do país ao mercado internacional de capitais ainda este ano. De acordo com Jimena Zuniga, economista da Bloomberg Economics, essa reabertura pode ocorrer mais cedo do que o previsto.

No campo fiscal, os números também mostram impacto da política de austeridade. A dívida pública, que chegou a 155,7% do PIB em 2023, caiu para 82,6% em 2024, atingiu 76,4% no segundo trimestre de 2025 e fechou o terceiro trimestre em 78,2%, reforçando a narrativa do governo de combate ao déficit público.

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