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Estudo aponta que negros têm até 2,3 vezes mais risco de morrer por homicídio no Brasil
Pesquisa da USP analisou dados de 2022 e identificou desigualdades raciais na violência
Um levantamento publicado na revista científica "Ciência & Saúde Coletiva" indica que pessoas negras no Brasil enfrentam um risco até 2,3 vezes maior de morrer em homicídios quando comparadas a pessoas brancas. O estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e utilizou a escala de propensão, técnica estatística que permite comparar indivíduos com perfis semelhantes e isolar a cor da pele como fator determinante para a morte violenta.
Segundo o médico Rildo Pinto, autor da pesquisa e formado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, a metodologia aplicada buscou eliminar variáveis como escolaridade, local de residência, idade, sexo e estado civil. Dessa forma, foi possível identificar que a diferença nos índices de mortalidade está diretamente associada à cor da pele.
Para a análise, os pesquisadores utilizaram dados de óbitos registrados no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), referentes ao ano de 2022, além de informações populacionais extraídas do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O trabalho também mapeou a distribuição geográfica da violência no país por meio de técnicas geoestatísticas. A partir desse método, foram identificadas áreas com maior concentração de homicídios, chamadas de hot spots, e regiões com menor incidência, conhecidas como cold spots. Os resultados mostram que o Nordeste concentra os maiores índices, enquanto partes do Sul e do Sudeste apresentam taxas mais baixas.
Entre as vítimas, o perfil mais recorrente é composto por homens jovens, negros, solteiros e com baixa escolaridade. Nas regiões classificadas como de alta violência, cerca de 90% das pessoas mortas são pretas ou pardas.
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