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Folha defende afastamento de Dias Toffoli em investigação do Banco Master
Editorial critica sigilo, vínculos familiares e decisões que teriam enfraquecido apurações
A Folha de S.Paulo publicou nesta quinta-feira (15) um editorial defendendo que o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), deixe a condução das investigações envolvendo o Banco Master. Segundo o jornal, a atuação do magistrado teria comprometido a neutralidade necessária ao caso, além de gerar suspeitas sobre possíveis favorecimentos.
De acordo com o texto, as críticas começaram antes mesmo da formalização de Toffoli no inquérito. A Folha cita uma viagem em jato particular ao lado de um advogado ligado à defesa de um dos diretores do banco investigado, episódio que, para o veículo, contribuiu para o desgaste da imagem de independência do ministro.
Outro ponto levantado é a imposição de sigilo sobre os autos e as restrições ao acesso da Polícia Federal ao material recolhido durante as diligências. Na avaliação do jornal, essas decisões reduziram a transparência do processo e dificultaram o avanço das apurações.
O editorial também questiona a ordem para realização de uma acareação entre investigados do Banco Master e um diretor do Banco Central. A medida foi classificada como atípica e teria provocado apreensão entre integrantes da equipe responsável pela investigação.
Além disso, a Folha afirma que houve demora no atendimento a pedidos da Polícia Federal por novas diligências, mesmo após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. O jornal ainda destaca a manutenção de decisões consideradas prejudiciais às investigações, mesmo após a divulgação de vínculos comerciais envolvendo familiares do ministro e um fundo relacionado ao caso.
Para o veículo, o conjunto dessas ações teria como consequência o controle do fluxo de informações ao público e o enfraquecimento do trabalho dos órgãos de investigação. Por isso, o editorial conclui que o afastamento de Toffoli do inquérito seria uma medida positiva para preservar a credibilidade institucional.
No mesmo texto, a Folha também direciona críticas ao ministro Alexandre de Moraes, citando a abertura de um inquérito sigiloso contra a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A investigação busca apurar possível vazamento de dados fiscais envolvendo ministros do STF e seus familiares, reacendendo, segundo o jornal, o debate sobre os limites da atuação dos magistrados da Corte.
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