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Viagem ocorre enquanto PF investiga possíveis vínculos com operador apontado como peça-chave em fraudes no INSS

Viagem ocorre enquanto PF investiga possíveis vínculos com operador apontado como peça-chave em fraudes no INSS

Por Redação com agências 13/01/2026 10h10
Viagem ocorre enquanto PF investiga possíveis vínculos com operador apontado como peça-chave em fraudes no INSS

Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deixou o território brasileiro após permanecer cerca de três semanas no país durante o período de festas de fim de ano. Ele seguiu para Madri, na Espanha, onde reside desde meados de 2025.

A saída do país acontece no contexto de investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) que apuram uma possível ligação de Lulinha com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. O lobista é apontado como operador central de um esquema de fraudes envolvendo descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

De acordo com documentos e depoimentos reunidos pela PF, há menção a repasses financeiros considerados suspeitos, incluindo a quantia de R$ 25 milhões e uma suposta mesada mensal de R$ 300 mil. As apurações também registram uma viagem conjunta para Portugal, realizada em novembro de 2024, cujos custos teriam sido arcados pelo lobista, além de mensagens de outubro do mesmo ano que indicariam a entrega de uma encomenda no endereço de Lulinha, em nome de Renata Moreira, esposa de Antônio Carlos.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que as investigações seguem em andamento, com análise sobre a possibilidade de Lulinha ter atuado como “sócio oculto” em negócios relacionados ao grupo investigado. Até o momento, não há investigação formal aberta diretamente contra ele, tampouco registro de contratação de defesa jurídica. Lulinha também não se manifestou publicamente sobre o caso.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que, caso sejam comprovadas irregularidades envolvendo seu filho, ele deverá responder pelas consequências. No Congresso, parlamentares aliados barraram, no âmbito da CPMI do INSS, tentativas de convocação de Lulinha para prestar depoimento, seguindo orientação do Palácio do Planalto.

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