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Possível colapso

Brasil envia 40 toneladas de insumos de diálise para a Venezuela diante de crise humanitária

Governo libera toneladas de material para evitar colapso no tratamento de pacientes renais

Por Redação com G1 09/01/2026 12h12
Brasil envia 40 toneladas de insumos de diálise para a Venezuela diante de crise humanitária

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quinta-feira (08) que o Brasil enviará 40 toneladas de insumos para diálise à Venezuela, diante do risco de colapso no abastecimento após a destruição do maior centro de diálise do país. A declaração foi feita no Palácio do Planalto, antes da cerimônia em memória dos atos de 8 de janeiro de 2023.

Segundo Padilha, um avião venezuelano fará a retirada do carregamento nesta sexta-feira (9), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Além dos insumos utilizados em procedimentos de diálise, o envio também inclui soluções fisiológicas para uso hospitalar.

De acordo com o ministro, a medida se tornou necessária após um ataque ocorrido no último sábado (3), que destruiu o principal centro de diálise da Venezuela. O episódio colocou em risco o tratamento de aproximadamente 16 mil pessoas que dependem do procedimento de forma regular.

“O maior centro de diálise da Venezuela foi destruído durante o ataque bélico. Isso colocava em risco imediato o abastecimento e o tratamento de milhares de pacientes renais crônicos”, afirmou Padilha.

O ministro destacou que a iniciativa faz parte do que o governo brasileiro chama de “solidariedade sanitária”, ressaltando a importância da cooperação entre países vizinhos em situações de crise. Segundo ele, um eventual colapso no sistema de saúde venezuelano também poderia gerar impactos regionais.

“Na saúde, os países precisam atuar juntos, especialmente quando se trata de nações vizinhas. Se o Brasil não ajuda, será afetado caso haja um colapso no tratamento dos pacientes renais na Venezuela”, completou.

Padilha informou ainda que os insumos doados foram reunidos a partir de contribuições de hospitais universitários e instituições filantrópicas brasileiras. Ele frisou que a ação não compromete o atendimento aos pacientes renais no Brasil.

O ministro também lembrou que a ajuda tem caráter de reciprocidade, destacando o apoio prestado pela Venezuela ao Brasil durante a pandemia da Covid-19, quando o país vizinho enviou oxigênio para atender pacientes em Manaus, no Amazonas.

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