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Maduro é levado a tribunal em Nova York para responder por acusações de narcoterrorismo
O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro deve comparecer nesta segunda-feira (5) a um tribunal federal em Manhattan para responder a acusações de narcoterrorismo apresentadas pela Justiça dos Estados Unidos. A audiência ocorre dias após sua captura por forças americanas em Caracas, em uma operação que aumentou a instabilidade política na Venezuela. Maduro, de 63 anos, e a esposa, Cilia Flores, foram presos no sábado (3) e transferidos para os Estados Unidos, onde permanecem sob custódia.
O casal deve se apresentar ao juiz Alvin K. Hellerstein em audiência marcada para o meio-dia. Até o momento, não há informações sobre a contratação de advogados ou a apresentação de uma defesa formal. Segundo a imprensa americana, ambos devem se declarar inocentes, o que deve levar o magistrado a determinar a manutenção da prisão preventiva até o julgamento, que ainda não tem data definida e pode demorar mais de um ano.
Os Estados Unidos consideram Maduro um governante ilegítimo desde as eleições de 2018, marcadas por denúncias de irregularidades. A captura do venezuelano é vista como a intervenção mais direta de Washington na América Latina desde a invasão do Panamá, em 1989. O juiz Hellerstein, responsável pelo caso, já havia sido designado em 2020 para analisar o processo contra Maduro e tem histórico de decisões críticas a ações do governo americano em casos de grande repercussão.
De acordo com o Ministério Público Federal do Distrito Sul de Nova York, Maduro liderou por décadas um esquema envolvendo autoridades civis e militares venezuelanas em parceria com organizações de tráfico de drogas e grupos classificados pelos EUA como terroristas. A acusação aponta que ele supervisionou uma rede estatal de tráfico de cocaína que teria atuado em conjunto com cartéis mexicanos, grupos armados colombianos e a facção venezuelana Tren de Aragua.
Maduro responde por crimes como narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, além de conspiração para o uso dessas armas. Se condenado, pode pegar penas que variam de décadas de prisão à prisão perpétua.
Os promotores afirmam que as atividades criminosas teriam começado no início dos anos 2000, quando Maduro foi eleito deputado, e se estendido ao período em que ocupou cargos como ministro das Relações Exteriores e presidente da Venezuela. A acusação sustenta que ele teria usado estruturas do Estado, incluindo as Forças Armadas, para proteger rotas de tráfico, transportar drogas e encobrir operações ilegais.
Especialistas avaliam que o caso pode enfrentar desafios, já que os promotores precisarão comprovar o envolvimento direto de Maduro nas operações. Ainda assim, precedentes como o julgamento do ex-ditador panamenho Manuel Noriega indicam que argumentos de imunidade tendem a ser rejeitados pela Justiça americana.
A operação que levou à captura de Maduro foi autorizada pelo governo Trump após meses de pressão contra o regime venezuelano. A ação gerou críticas de especialistas em direito internacional e levou o Conselho de Segurança da ONU a convocar uma reunião de emergência. Rússia e China condenaram a atuação dos Estados Unidos, enquanto o secretário-geral da ONU, António Guterres, classificou o episódio como um precedente perigoso.
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