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Ataque dos EUA no Caribe deixa sobreviventes pela primeira vez, dizem veículos americanos
Desde setembro, Washington mantém navios de guerra posicionados no Caribe, alegando combater grupos ligados ao tráfico de drogas
Um ataque das forças dos Estados Unidos a uma embarcação no mar do Caribe, realizado na quinta-feira (16), deixou sobreviventes, segundo informações divulgadas por canais norte-americanos como CBS, CNN e NBC.
O episódio é o primeiro com sobreviventes desde o início das ofensivas ordenadas pelo governo Donald Trump contra supostos barcos de narcotráfico nas proximidades da Venezuela. Nos ataques anteriores, todos os tripulantes morreram.
Desde setembro, Washington mantém navios de guerra posicionados no Caribe, alegando combater grupos ligados ao tráfico de drogas. Apenas nas últimas semanas, as ações militares deixaram ao menos 27 mortos.
O Pentágono e o governo venezuelano ainda não haviam se manifestado sobre o caso até a última atualização desta reportagem, nem confirmaram o número exato ou o estado de saúde dos sobreviventes.
Na quarta-feira (15), Trump afirmou que considera ações terrestres contra cartéis venezuelanos e confirmou ter autorizado operações da CIA no país. “Estamos certamente olhando para a terra agora, porque temos o mar muito bem controlado”, declarou.
O presidente Nicolás Maduro reagiu acusando os EUA de tentar promover uma “mudança de regime” e de mirar as reservas de petróleo venezuelanas. Em resposta, Caracas reforçou o contingente militar nas regiões de fronteira com a Colômbia e nas áreas costeiras, além de iniciar o treinamento de civis armados.
Os ataques vêm sendo criticados internacionalmente. Segundo especialistas, as ações podem configurar execuções extrajudiciais, já que os EUA não apresentaram provas de que as embarcações atingidas tinham ligação com o tráfico.
Autoridades de Trinidad e Tobago investigam se duas das vítimas fatais eram cidadãos do país, enquanto o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pediu na ONU a abertura de um processo penal internacional contra Trump, alegando que algumas das vítimas seriam colombianas.
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