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Servidores de cargos de chefia do IML de Alagoas pedem exoneração; entenda
A crise começou após uma paralisação de 48 horas realizada na semana passada pelos peritos
Doze dos 14 cargos de chefia do Instituto Médico Legal (IML) de Alagoas apresentaram pedidos de exoneração em protesto, alegando a falta de negociações com o governo estadual sobre pautas essenciais para a categoria. A medida, que envolve médicos-legistas, odontolegistas e técnicos forenses, pode comprometer gravemente o funcionamento das atividades do IML, afetando serviços como a identificação por DNA e a busca por desaparecidos.
Em comunicado, os sindicatos envolvidos pediram desculpas à população pelos transtornos causados e expressaram solidariedade às famílias e amigos de pessoas desaparecidas. "Somos solidários à dor dos familiares e amigos que procuram por seus entes queridos, mas a situação dos Policiais Científicos se tornou insustentável", disseram os representantes das entidades.
A crise começou após uma paralisação de 48 horas realizada na semana passada pelos peritos, que cobraram do governo estadual a incorporação da Bolsa Qualificação na classe inicial de cada cargo, além da revisão do percentual no interstício de dispersão entre as classes das carreiras, com o objetivo de equiparar as condições dos servidores da Polícia Científica às demais categorias da Secretaria de Segurança Pública.
Justiça declara paralisação ilegal
Em resposta à paralisação, a Justiça de Alagoas considerou ilegal a greve dos servidores da Polícia Científica. A decisão determinou que os sindicatos – Sinpoal (Sindicato dos Peritos Oficiais), Sintfor (Sindicato dos Técnicos Forenses) e POLCAL (Categorias da Polícia Científica) – retornem imediatamente às atividades, sob pena de multa diária de R$ 5 mil, limitada a R$ 50 mil, em caso de descumprimento.
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