Alagoas

EM FALTA

Sabe o que é “nível de turbidez”? BRK explica como as fortes chuvas afetam o abastecimento de água

Alteração da água bruta captada nos mananciais, quedas de energia e equipamentos danificados ocasionam paralisações emergenciais de unidades produtoras

Por Redação com assessoria 06/06/2022 16h04
Sabe o que é “nível de turbidez”? BRK explica como as fortes chuvas afetam o abastecimento de água

Não é novidade que a estiagem é um dos principais fatores que ocasionam falta de água. Mas você sabia que o excesso de chuva também afeta o abastecimento? Isso acontece devido ao acúmulo de partículas sólidas nos mananciais e aumento da turbidez da água bruta, que é transportada para as Estações de Tratamento de Água (ETAs).

Para assegurar que a população receba a água tratada dentro dos padrões de qualidade exigidos por lei, o procedimento recomendado diante desse cenário é reduzir a vazão de água que entra nas estações ou suspender o processo de captação temporariamente.

É o que tem sido feito em algumas cidades da Região Metropolitana de Maceió, onde as fortes chuvas das últimas semanas ocasionaram alagamentos, enchentes e levaram a poluição difusa dos centros urbanos para os mananciais. Além da alteração da qualidade da água dos rios, que inviabiliza os processos de tratamento, o grande volume de chuvas contribui para quedas de energia e equipamentos danificados, o que resulta em paralisações emergenciais no sistema de abastecimento.


Segundo Magnólia de Jesus, coordenadora de Tratamento de Água e Esgoto da BRK em Alagoas, toda estação de tratamento é dimensionada para receber água bruta em condições minimamente adequadas, de acordo com a estrutura de cada unidade. “Se o rio atinge um nível de turbidez acima do limite da capacidade de tratamento da estação, não é possível assegurar que essa água saia da ETA dentro dos padrões de potabilidade exigidos para consumo humano. Por isso, é preciso suspender a captação até que a água bruta esteja novamente apta para ser tratada e distribuída com qualidade, o que não ocorre imediatamente quando as chuvas param”, explicou.

Nenhum sistema de abastecimento é dimensionado para atender os transtornos que as chuvas torrenciais e condições climáticas atípicas trazem. Porém, existem ETAs com maior capacidade de tratamento, melhor estrutura de reservação e tecnologias mais avançadas que possibilitam manter o abastecimento por mais tempo. A construção de unidades desse tipo, além da modernização das atuais estações, está prevista no plano de investimentos da BRK, que visa ampliar a produção de água nas 13 cidades do bloco de concessão.


Volume de chuvas acima do esperado


De acordo com dados da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e de Recursos Hídricos (Semarh), a maior parte dos municípios da Região Metropolitana de Maceió apresentaram um volume médio de chuvas três vezes maior do que o esperado para o último mês de maio. É o caso de Messias e Rio Largo, que registraram, respectivamente, 776 e 751 milímetros, quando o esperado era de 204,7 milímetros; e Marechal Deodoro e Satuba, que contabilizaram 650,6 e 816 milímetros respectivamente, quando o volume esperado era de 260,1 milímetros.



Já na capital alagoana, foram registrados 651 milímetros, mais do que o triplo do volume esperado para o período, que era de 194,3 milímetros. Diante dessa situação, unidades produtoras precisaram ser paralisadas preventivamente para garantir a qualidade da água entregue à população, conforme padrões exigidos pela legislação que regula o setor de saneamento.


“Algumas estações de tratamento são mais impactadas do que outras. Com isso, a concessionária tem buscado administrar a água potável disponível e distribuir da melhor forma possível, em meio um cenário onde foi decretada situação de emergência em vários municípios”, reforça Wilson Bombo, gerente de Operação da BRK em Alagoas.

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